Ensino Superior

Durante dias. Fumei durante dias, a história começava assim.
Não havia ideia melhor nem posição melhor
Para que aquilo que por todos era considerado um filho
Pudesse crescer emancipar-se, sair da gaiola para fora.
Crescer e ser um filho, de um modesto pai, de um esquecido.
Uma pilha de nervos invadia-me o senso,
Como se os Deuses me tivessem tentado espicaçar a criatividade,
Toda ela banhada por um fórum Municipal de oiro
Fretado ao mestre de antigamente, ao Inspirado.
À minha família dever-se-ia um pedido de desculpas,
Pelo que pelo menos ficou tudo em telas brancas.
O fumo ameaçou-me até ao ponto em que eu,
Aliciado pela norma regulamentar do destrevo,
Me reparei para me notar aliado ao exército de nobres hipócritas capazes de,
Socialmente, desintegrar o génio das dunas de Verões de infância,
Réstias de relance e infância que eu consegui, outrora, avisar.
Que a vicissitude dos dias passados em frente ao Sol me soube travar,
Me provou em maus lençóis de terra derramada,
Sítios onde os jogos de futebol duravam sempre mais do que deviam,
Antes da matemática poder ser alcançada por um gorro transpirante.
Mas ao acesso transbordou esta fórmula,
Uma recta longitudinal de desinteresse temático
Dotada de uma psicologia analisada ao cair do pano,
Como Fontes e não como 3D, que me faz e fez sentir o desinteresse que,
Navegando nestas fossas de origem,
Começa por me matar pelos pés dos outros.
Que na narrativa dos meus dias as esperas podem ser dias,
Podem ser horas, ora vivas ora mortas,
Horas vivas e horas mortas, seja,
ora bolas que a expressão faz todo o sentido dentro do garrafão.
Com uma ampulheta de prata com areia que é magnésio,
Ritmo da audiência que era ter-nos a todos numa sala
Á espera da consistência da consola
Eu me consolo, no fosco óbvio do antigo obituário
Como que esperando uma brecha de uma flecha de uma festa
De um Fiesta, onde noutros tempos, em outros restaurantes,
O bitoque não vinha mal passado por indelicadeza,
Já que a poesia da minha mãe era feita sob pratos sujos
Em prole do anonimato e da estupidez dos professores
Ensinando a filosofia na ponta da espada
Acarretando ordens e surripiando armas, cortês,
Educados, plenitude de mastros espetados,
Afogando-se na ignorância do futuro.
É na espera que estes se encontram,
E no desdém de quem quer pagar,
Sem comprar, sem uma ponta de sorte, sem a ponta da
Espada, cortês, lutando para não não passar.

Vá lá, tive só um 13.
E vivas ao Ensino Superior.


MMXI.CCP

1 year ago